cabeca_leila_e_gisele

Sabe quando você vai no salão com sangue no olho, aquela coragem, aquela baita vontade de mudar, senta na cadeira e diz pra cabeleireira: tosa tudo? Então, essa é a sensação de colocar mega hair, só que ao contrário, hahaha.

O choque das pessoas ao te encontrar é o mesmo: tem que gente até que não reconhece – acho que aqui o lance é até mais tenso, porque quem é que cresce tanto o cabelo em tão pouco tempo? Então quem te encontra meio que duvida mesmo.

A reação das pessoas também muda muito. Como fazia um tempão que não tinha cabelo comprido (mais de 15 anos!) tinha esquecido o fascínio que uma bela juba exerce. E né, gente, como o cabelo é lindão e saudável, também rola aquele efeito pááá!! E agora vocês vão me amar, porque vou contar que em quem eu mais notei reação foi nos homens, e não só nos que conheço. Na balada, ganhei todo um brilho glitterístico absurdo que faz os olhinhos tilintarem e os pescoços virarem sincronizados, tipo aqueles videos de gatinhos no Youtube, sabe como? É divertido!

E pra lidar com esse cabelo que do nada ficou gigante? Não vou negar, estranhei bastante nos primeiros dias. Na hora de dormir, não sabia como me ajeitar no travesseiro. Tudo puxava, engatava, desde colares até uma travada básica na hora de sentar no banco do carro pra dirigir – sim, eu sou bem desajeitada e desastrada, tenho que admitir, então dá um desconto aí.

O dia mais divertido foi o de lavar o cabelo pela primeira vez, quando quase me enforquei sozinha embaixo do chuveiro. Meio cegueta de shampoo, com cabelo pra todo lado, resmungava indignada com a quantidade de shampoo que essa mulherada cabeluda gasta nessa hora. É muita coisa, né não?

A minha sorte foi que a Regina me ensinou direitinho como lavar pra não passar perrengue: ao invés de esfregar o cabelo pra cima e pra baixo, fazer o movimento no sentido horizontal, pra evitar nós. Também é very very important hidratar bem as madeixas, tanto as novas quanto as naturais – no primeiro dia me atrapalhei, e esqueci de condicionar as pontinhas curtinhas. Perrengue master na hora de fazer assentar a cabeleira, porque ficou com aparência de cabelo ressecado nessa região.

Na hora de secar, quanto me olhei no espelho com todo aquele volume pra secar, paniquei. Mas foi muito mais fácil do que esperava – isso porque, de novo, segui as instruções da Regina: secar com leves batidinhas, porque o cabelo novo era naturalmente liso – amém, Jesus! – e caprichar com amor na escova nas partes de cima e de baixo, que eram as naturais. O truque todo tá em misturar o máximo possível o cabelo natural ao artificial, para evitar aquela separação bizarra dos mega fails que a gente vê por aí.

Feito isso, se tá rolando uma empolgação, é bacana fazer babyliss. Eu sempre fui a mais animada pra estilizar a juba, tenho que admitir, nem todo mundo tem tanta disposição. Tanto é que meus cabelos são naturalmente cacheados e ninguém desconfia, porque há aaanos faço escova diariamente – então tenho uma certa familiaridade com o maquinário inteiro.

Por isso que acho super importante ter um bom profissional te auxiliando na hora de escolher o mega ideal pra você. Porque a coisa toda vai muito além de só grudar na cabeça. É conhecer o cabelo e o estilo da cliente. A Regina colocou essa cabeleira toda porque sabe que AMO estilizar e não me importo de perder uns 30 minutos nisso. Mas tem quem não curte, então tem que rolar toda uma adaptação do tipo de cabelo/comprimento ao estilo de vida da cliente.

Mas qual não foi a minha surpresa ao perceber que fazer babyliss num cabelo gigante desse era muito mais fácil do que no meu curtinho? O movimento de enrolar é muito mais rápido e simples, até porque o ferro fica super longe da cabeça e dá pra controlar direitinho – orelhas e testa não serão mais queimadas, tadinhas, kkkk.

O pulo do gato de dar essa enrolada é misturar ainda mais os cabelos e valorizar as várias camadas – porque né, tem cabelo curto, médio e longo ali. Fiz aqui algumas fotinhos do meu cabelo indo passear, depois de ajeitar sozinha em casa. Achei que o resultado ficou bem dygno, dá uma olhada!

(gente, sorry pela qualidade das fotos, mas vida de solteira não é fácil, e nem sempre tem amiga por perto pra fazer aquele clique esperto, hehe) cabelos

Na fotinho da esquerda, cabeleira pronta pra balada e na do meio, pra um dia que arrumei pra passear durante o dia. Mas ó, cachear não é obrigatório não, até porque não acho que todo dia seja dia de cabelo mega montado. Então nos dias em que quero uma juba mais descontraída, passo um spray de água salgada pra dar uma textura de bagunçado (amo esse estilo e ajuda super a misturar o cabelo natural e artificial) e saio linda and feminina, como na fotinho da direta.

Também tenho me divertido super com os penteados, mas posto aqui semana que vem, se conseguir me contorcer o suficiente na frente do espelho pra fazer o registro, combinado?

Até o próximo post, o último da série (sniiif, já tô vendo que vou sentir saudade!)

Gostou? Compartilhe!
Share on FacebookPin on PinterestTweet about this on TwitterShare on Google+

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *